Fonte: wambie.com
Por: Lilian
Pegando carona no tema da nossa amiga Fabi, esse post também falará da danada da culpa, mas de um jeito diferente.
Por milhares de razões que só Freud explica, a culpa é um sentimento impregnado na minha história psíquica. Culpa por não conseguir atender ao pedido de um amigo, de um familiar, por não dar conta de tudo o tempo todo, por não ter ido aonde esperavam que eu fosse, por não ter evitado a guerra no Iraque...enfim, culpa até por sentir culpa...rs.
Ouvimos por aí que com a maternidade, nasce a culpa. Então, imaginem o efeito que o nascimento da Olívia teve sobre a culpada de plantão. A dose da "danada" só aumentou.
Na primeira vez que saí de casa só com o marido, Olívia com 5 meses, quase morri.
Fomos ao aniversário de uma amiga em uma cidade vizinha e eu no caminho já comecei a ligar para saber como estavam as coisas. Louca de pedra.
Olívia chorava, porque era a primeira vez que ficava sozinha com a avó e eu me contorcia por dentro. Racionalmente, sabia que não estava fazendo nada de errado, mas sentia totalmente o contrário.
Com a ida da pequena ao berçário e depois com o desmame - dois duros processos de separação para mim - fui me acalmando aos poucos, sem perceber. Sua alegria ao ficar na escolinha e seu desprendimento nato não me deram outra escolha (para saber mais, é só ler Aprendendo a praticar o desapego)...rs.
Outra coisa que tenho notado é que aos poucos estou voltando a olhar para mim. O que não acontecia há meses. Somando a tranquilidade de saber que minha filha está bem, sadia, feliz e que eu também existo, consegui um grande feito semana passada. Saí com o marido, sem culpa, sem medo, sem aquela pressa de voltar para casa.
Rimos, bebemos, e batemos papo como não fazíamos há tempos. Antes eu sabia, racionalmente e com "certo nível de obviedade", que eu podia ser mulher e mãe ao mesmo tempo. Mas agora sinto isso aqui dentro. Acho que isso leva tempo mesmo. O tempo de cada um. Ohh sensação libertadora...
Beijo grande e bom fim de semana!
