![]() |
| Imagem daqui |
por: Tati
Hoje vou começar a semana com um tema meio polêmico. No último sábado eu estava em uma loja de sapatos quando, ao meu lado, vejo uma grávida - com o maior barrigão - experimentando uma sandália com um salto imenso, do estilo "Globeleza". Eu fiquei bem quieta, pois não costumo ficar dando pitacos sem ser convidada. Mas depois de vê-la discutir com as duas ou três pessoas que a estavam acompanhando, dizendo que tinha gostado daquela sandália e era essa que ela iria levar, ignorando solenemente os apelos de que ela teria que ficar pelo menos uma hora em pé, não segurei minha língua. Comentei que ela podia cair e que já tinha visto acontecer. Me arrependi logo depois, realmente não gosto dar opinião quando não me pedem, mas confesso que fiquei um pouco chocada com a situação.
Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre isso, já que nunca fui muito fã de saltos. Mesmo antes de ser mãe eu já dava preferências pelos saltos mais grossos, ou estilo anabela. Atualmente só uso saltos baixos e sapatilhas. O costume e o conforto falaram mais alto. Mas eu tenho várias amigas que usam salto frequentemente e não vivem sem eles, eu entendo bem como é. Só que eu fico pensando: será que não dá para abrir mão da vaidade só um pouquinho, em prol do seu bem estar e da criança que você está carregando?
Quando a mulher engravida, o corpo passa a liberar um hormônio chamado relaxina. Ele tem a função de provocar o amolecimento das articulações pélvicas e suas articulações, dando a flexibilidade necessária para o parto, distendendo a pelve à medida que o bebê cresce e alargando o canal de passagem do bebê, para a hora do parto. Acontece que esse hormônio não atua apenas na pelve, ele circula por todo o corpo. O que significa que todas as articulações de uma gestante estão mais flexíveis e sensíveis, portanto mais sujeitas à torções e quedas.
Outro ponto importante é que o centro de gravidade de uma grávida não é igual ao de uma mulher comum. Como a barriga pesa cada vez mais para a frente, a mulher é obrigada a compensar, jogando as costas para trás. O salto alto, em uma mulher comum, também joga o corpo para a frente, obrigando-a compensar para trás. O que significa que, grávida, a pessoa precisa fazer esse esforço de equilíbrio em dobro.
Eu até poderia falar em outros probleminhas, como circulação sanguínuea e tal, mas eu não sou especialista, sou apenas uma mãe, assim como vocês. E passei por duas gestações, sei bem como são as coisas nesta fase. E é exatamente por isso que queria propor uma reflexão para as grávidas que ainda estão em dúvida sobre usar ou não salto alto. Pensem assim: daqui a dois ou três meses, qual a importância que terá em sua vida o fato de você não ter usado salto em determinado evento ou ocasião? E se você usar e cair, qual será a importância disso daqui a dois ou três meses? Se a resposta para esses dois questionamentos fizer você achar que vale a pena usar o salto, vá em frente. Porque cada um é que sabe o que é melhor, não é verdade? Você é a única pessoa que pode pesar os prós e contras para tomar a decisão. Mas não deixe de considerar as opções com carinho. Até porque atualmente a moda está colaborando, existem lindos sapatos com saltos baixos - bem mais estáveis.
E vocês, o que acham disso?
