Fonte: arquivo pessoal
Por: Lilian
Viajamos ao litoral no último dia 25 à noite para que Olívia pudesse ver o mar pela primeira vez. Não queríamos arriscar pegar trânsito ou pegar o horário de "rush" da nossa pequena.
O carro mais parecia um caminhão de mudança...berço portátil, ventilador, edredon, brinquedos, pacote de fraldas, lata de leite, remédios, enfim...quase que o porta-malas não fecha. Demoramos tanto para juntar as coisas que, juro, só pensava em como seria desfazer as malas ao chegar na casa da vó da Olívia...Pensava também em como seria trazer tudo de volta, voltar cada coisa em seu lugar...
Bem, lá fomos nós Imigrantes afora e a chuva começou a cair. Felizmente, Olívia dormia o sono dos anjos e conseguimos descer tranquilamente, apesar da atenção redobrada.
Ao chegar, uma casa para tirar do carro...Estávamos cansados e queríamos logo acomodá-la. Assim fizemos. Tiramos toda a tralha do carro, literalmente colocamos tudo em cima de uma cama e priorizamos a baixinha. Berço montado e Olívia acomodada, era a hora do nosso tão merecido descanso.
E a expectativa para o dia seguinte? Como seria a reação dela ao pisar na areia, ao ver o mar? Não conseguia "desligar" para dormir. Finalmente o cansaço me venceu e eu cedi. Cai nos braços de Morfeu.
Ao acordar com nosso despertador sem pilhas - Olívia Gaino Dorighello - às 6h00 da manhã, eis a surpresa...chuva, chuva, chuva. Tivemos que usar de muita criatividade para entreter a mocinha durante toda a viagem.
Para resumir um pouco das nossas aventuras durante os 4 dias no litoral (teria peripécias para contar até amanhã...rs), conseguimos levá-la à praia duas vezes: durante uma manhã com um pouco de sol e durante uma tarde, entre muitas nuvens.
Digamos que o casal, que já estava acostumado há pelo menos 7 anos a acordar às 11h00, ir à praia às 12h00 e voltar às 17h00 para daí pensar no que comer, sofreu um pouquinho. Foi necessária toda uma ginástica para entrarmos no novo ritmo, ditado agora por um bebê de 8 meses que desperta às 6h00 e, querendo ou não, determina a nova ordem da casa...rs.
Todo o esforço (novamente um mini-caminhão foi necessário, aos marinheiros de primeira viagem, para levarmos Olívia à praia..rs) se pagou. Vê-la pisar na areia e olhar pra gente com aquela carinha de sapeca, não tem preço. Não teve preço também vê-la olhar o mar pela primeira vez, sorrir, e fechar os olhinhos como se quisesse "sentir" o que estava diante de seus olhos. Não teve, não tem e não terá preço nas aventuras futuras.
Que delícia de viagem. Que delícia vê-la sorrir. Que delícia poder proporcionar momentos assim aos nossos filhos.
E para fechar o post de hoje, meu querido Fernando Pessoa não me sai da cabeça, porque definitivamente "tudo vale à pena, se a alma não é pequena".
