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| Foto linda, mas ainda faltam dois machos aí: o mais velho e o marido :) |
"Daí que uma moça descobre-se grávida aos 16 anos. Quando ela estava com 7 meses, fez um ultrassom e viu que o filho seria um menino. Até aí, beleza. Nasce o Matheus. O ano é 1994.
Anos depois, conhece uma rapaz SUPIMPA (adoro esse palavra), com quem se casa. O rapaz supimpa tem 3 irmãos, todos homens. A moça nem repara nesse detalhe, mas, se ela fosse mais esperta um tiquinho, veria seu futuro estampado na família do agora marido.
2003 - a moça encontra-se gestando novamente. Aos 5 meses, fez um ultrassom e viu que o segundo filho seria um menino. Até aí, de novo, beleza, né.
Aquela maravilha, a moça já é minoria em casa, afinal são marido e dois meninos.
No final de 2006, a pobre moça sente uma vontade do além de beber chá na faculdade. Detalhe: a moça não curte chá. Comprou e bebeu um copão de chá como se fosse o néctar do Olimpo. Rá. Já sabe, né? Xixi no palito, risquinho rosa; prenha.
Vai lá a moça e faz um ultrassom. Torcida da família por uma menina, porque né, até então, a mãe da moça só tem netOs, a sogra da moça tem, além dos 4 filhOs, só uma neta (no meio de 4 netOs), enfim, essa coisa toda.
ADIVINHA.
Ela viu que o terceiro filho seria OUTRO menino. Até aí a moça já acha que Deus tá de brinks. Mas beleza.
Um ano depois de Artur nascido, o marido da moça, esperto, percebe que a moça está com as regras (tão vovó isso né, de regras, adotei) atrasadas. Ai.
Xixi no palito, 3 minutos e aquela risquinha rosa marota.
Casal sente-se desolado, perde o ar por alguns breves segundos. Respira fundo, cata a renca que já tem a vai passar o dia fora pra desopilar.
A moça vai lá fazer o bendito ultrassom. Expectativa palpável no ar: o marido da moça todo ansioso, "agora é uma menina!". A doutora encosta o negocinho na barriga da moça. Esta, escolada na arte de ver pintinhos no meio dos borrões das imagens de ultrassom, logo reconhece o que lhe é tão familiar:
"É um pinto! Eu vi um pinto ali!"
Doutora confirma que o quarto filho era um menino. OUTRO menino. O QUARTO menino.
Marido se levanta, pega os outros meninos pela mão e diz: "Ah, já vi isso, vou andar pelo shopping." E vai mesmo.
Aí a moça e o moço já tem certeza que a missão deles é prover homens pro mundo e se resignam.
Bem, como já deu pra perceber, a moça sou eu.
Viver com tanto homem em casa é:
- ser a minoria no varal de roupas: vai aquela fieira de cueca e meia; as calcinhas estende tudo num cantinho só;
- não ligar mais quando rola tanto futebol nas conversas;
- saber qual o número do canal SporTV;
- saber e ter de dar opinião sobre hot wheels, max steel, beyblade, tech deck etc;
- entender de marca de roupa e modelo de tênis de adolescente;
- acostumar-se com o laconismo masculino;
- quase não precisar passar roupa (aêeeeeeee), pois peças de tactel formam a maior parte do guarda-roupa dos meninos;
- aprontar filhos pra sair em tempo recorde; com qualquer camiseta, bermuda e sandália o menino fica bem arrumadinho;
- não saber o que é o tal do 'filha que mexe na maquiagem e nas roupas da mãe';
- mandar filho ir procurar o pai na hora de perguntas como "mamãe, porque você não tem piru?";
- SEMPRE escutar a fatídica pergunta: "E AÍ, VAI TENTAR UMA MENININHA?" Po**a, sem tentar eu tive 4 meninos, já pensou se eu começo a tentar?
- ter a certeza que quando meus filhos casarem, minhas orelhas viverão vermelhas, porque né. Rá.
- e, sempre que ver uma menininha do cabelinho crespo toda faceira, cutucar o marido e dizer "nossa filha seria assim, né?"
E várias outras coisinhas deliciosas que acontecem no dia-a-dia com essa molecada toda. É um grande barato viver cercada de meninos. E um desafio imenso de criá-los de modo que sejam bons homens, cidadãos honestos e respeitadores."
