quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A mãe e o vínculo
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Falando sobre o bullying
Acho que todo mundo já ouviu falar sobre, mas não custa explicar direitinho o que é o bullying e como ele começou a ser chamado assim (porque existir ele sempre existiu). Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por uma ou mais crianças contra um ou mais colegas. A primeira pessoa que relacionou a palavra ao problema foi o professor e pesquisador Dan Olweus, da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
Bem, mas o que me levou a escrever este post sobre o assunto é que, apesar da gente sempre escutar sobre bullying por aí, nunca achamos que o assunto tem a ver com a gente. Sentimos muito quando algo mais grave acontece, mas sempre achamos que isto está láááááá longe da nossa vida. E não é exatamente desta forma que a coisa funciona. De acordo com uma pesquisa feita pela ONG Abrapia, há bullying em 100% das escolas, em diferentes graus de gravidade. Portanto, se temos filhos em idade escolar, é muito grande a chance de que nossos filhos se tornem vítimas, agressores ou espectadores desse "fenômeno". Se isso já está acontecendo, muitas vezes não sabemos como lidar. E se não aconteceu, precisamos orientar nossos filhos para lidar com essa situação. Aliás, é preciso lembrar que já foram identificados casos de bullying em escolas de educação infantil, com crianças de aproximadamente 4 anos (informação que me deixou bem chocada, confesso).
As crianças mais propensas a sofrer com o bullying são as que, por algum motivo, são "diferentes": as muito altas, as muito baixas, as que usam óculos, usam aparelho. Aposto que você sabe bem como é, aposto que também passou por isso na escola. E aí você me pergunta: mas isso acontecia no nosso tempo também, qual a diferença agora? A diferença é que o bullying não é simplesmente uma brincadeira de mau gosto, tão comum na infância (e em muitos adultos também, abafa). O bullying é uma agressão moral profunda e repetitiva que muitas vezes evolui para a agressão física, afetando profundamente a vítima. Vale lembrar que todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.
Outra coisa que os pais costumam não saber é que o bullying não se resume a vítima e agressor. Também participam do processo aqueles que só "assistem" as agressões. Alguns não "colocam a mão na massa": nem saem em defesa da vítima, nem se juntam aos autores. Mesmo assim participam como platéia ativa, incentivando a violência. Outros se fecham, com medo de passar a ser o alvo dos ataques ou sofrer represálias. Também há os que se "anestesiam" com a situação e passam a considerá-la uma prática natural. Mas mesmo sem se envolverem diretamente com o bullying, eles também são afetados pela situação.
Agora que já falei tudo isso, vamos ao que realmente importa: e o que eu posso fazer?
- Crianças muito criticadas pelos pais são mais propensas a sofrer bullying, pois sua baixa auto-estima faz com que se sintam inseguras e com poucos amigos. Por isso elas sofrem caladas e não procuram ajuda.
- Explique para os seus filhos o que é o bullying e os ensine que esse tipo de situação não é normal. Mostre a eles como identificar os casos e a procurar ajuda com o adulto responsável, mesmo se não estiver acontecendo com eles.
- Ensine-os a respeitar os colegas, se colocar no lugar dos outros e evitar brincadeiras de mau gosto.
- Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos. Eles precisam ter um adulto de confiaça com quem contar em um momento como esse. É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para casa e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
- Fique atento às bruscas mudanças de comportamento. É comum que as vítimas passem a apresentar quadros de diarréia, vômito e depressão, entre muitos outros, principalmente na hora de ir para a escola. Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.
- Caso seu filho seja o agressor, não tente minimizar o problema. Investigue o motivo pelo qual ele está agindo assim, converse com os professores e procure ouvir todas as críticas sobre ele. Procure conversar mais com ele, aproximar-se de seus amigos e saber quais atividades realizam. Demonstre ao seu filho que continua amando-o tanto quanto antes, mas que desaprova seu comportamento. Não se culpe demais pelas atitudes dele, mas não deixe de agir para que essa situação não continue acontecendo. Procure profissionais ou instituições especializadas para ter mais orientação.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Fragmentos da Vida Materna - capítulo 3
Por: Fabi
No capítulo anterior conto como uma pergunta feita na hora errada pode desencadear uma respostinha "tolerância zero" e foi justamente essa questão que me transportou para a fase em que as "perguntas absurdas" acontecem junto com cada mamada.
Portanto, cara leitora, hoje é ontem e convido você a voltar comigo para usufruir da maternidade real, como ela é,nua e crua, no momento mais rico das questões sem sentido.
Episódio de hoje (no passado) : A pergunta fatal!!! (por favor, leia com eco)
Não sei exatamente em qual dia da semana estou, afinal, mãe de RN não vê a menor diferença entre eles.
São cerca de 17 horas do horário de verão e sabe-se Deus porque Joaquim começou a chorar.
Então, começo minha peregrinação. Ofereço o peito e não resolve, faço massagem na barriga, não resolve, dou banho, também não resolve, pego no colo e não resolve.
Joaquim chora muito e chora com língua "vibracall" (sabe quando ela fica pulando dentro da boca?).
Tiro ele do quarto, passeio pela sala, mostro as pessoas na rua, começo o circuito materno novamente (peito, massagem...colo) e NADA...
Não tenho idéia de quanto tempo faz que ele está nesta crise, eu simplesmente estou arrancando meus cabelos (menos os da frente que já caíram por conta) para tentar fazer com que ele pare e depois de 454 horas 26 minutos e 48 segundos (da minha sensação emocional) ele cansado ameaça dormir (eba!!!!!!!).
Ajeito o berço, coloco ele como se fosse uma caixa com 60 dúzias de ovos e reparo que a moça que me ajuda em casa está assustada (e me julgando como mãe), mas, isso não é nada perto do ápice deste capítulo.
Logo uma certa paz ocupa o recinto. Ele dá sinais de sono, fecha o olhinho e é exatamente neste segundo de paz que a campainha de casa toca e ela toca e ele acorda e ela toca e ele assusta e então, começa a maior choradeira novamente (conhece este ciclo?).
Agora com as visitas (é tão bom quando o bebê não para de chorar e a casa está cheia, né?) Joaquim passa de um colo para outro aos prantos e para completar, Joaquim chora e de tanto chorar Schu, o cão, começa a uivar. Agora somamos um bebê que chora, um cão que uiva, uma casa cheia e uma mãe com nervos a flor da pele.
A coisa esta prestes a ferver neste capítulo!
Ai, sempre tem aquela pessoa com presença de espírito, sempre tem aquele que acha que pode tudo, sempre tem aquele que solta a pergunta fatal e no meio dos berros ela vem redonda, pronta para receber um chute: MAS FABI, PORQUÊ ELE NÃO PARA DE CHORAR?
Silêncio;
Silêncio com vontade de dar na pessoa;
Silêncio com palavras presas na garganta;
Silêncio quase não mais silêncio
Respiro, conto até 10 e digo calmamente: Se EU SOUBESSE o motivo ELE NÃO ESTARIA MAIS CHORANDO!!!! Aliás, eu gostaria de ficar sozinha com ele (e fiquem a vontade para me achar descontrolada).
Bom, agora como única adulta da casa resolvo colocar Joaquim chorando no berço. Aproveito para pegar meu sanduíche de lágrimas (sabe aquele meio velho que você come em meio a profundos soluços?) e sento no chão do quarto.
Vamos recapitular a cena:
Um quarto escuro (sim, já se passaram algumas horas), uma mãe comendo e aos prantos, um cachorro uivando e uma criança gritando e quando a gente acha que não dá para piorar o pai chega.
E ao ver aquela cena que dá medo (neste caso não posso julgá-lo) ele tenta ajudar e solta a próxima pergunta fatal: Quanto tempo eu ponho a secadora para funcionar?
Né?
FIM
Fragmentos da Vida Materna - a primeira postnovela materna brasileira - continua na próxima semana.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Fragmentos da Vida Materna - capítulo 2

Por: Fabi
No capítulo anterior eu e Joaquim brigamos na hora de dormir. Se você
perdeu este fascinante episódio clique aqui.
Episódio de hoje - Tá de mau humor?
São 5:50 e o despertador toca. Reluto, porque sinto um cansaço fora do normal.
Mas os despertadores não ligam para nossos sentimentos, então, para
não brigar sozinha resolvo levantar.
Ajeito minha camisolinha pós-parto, caminho com bolas de ferro nas
pernas até o banheiro.
Acendo a luz....Ahhhhhhhhhhhhh! Desculpa, acabei de olhar meu rosto no espelho.
Como resolvi ir para a academia tenho que dar uma "rebocada" nas
faces, afinal, ninguém tem culpa da briga noturna.
Pego aquelas esferinhas geladas e começo a dar voltas nos olhos e são
tantas que me sinto no filme "Férias Frustradas"(lembra da cena da praça?).
Devidamente arrumada saio, mas antes dou mamadeira para Joaquim, faço
cafuné no Schubert (o cão), faço a prece estilo facebook (a da manhã
tem mais caracteres).
Volto para tomar banho antes que todos acordem. Então, reboco as faces
pela segunda vez, me troco e acordo Joaquim (aproveito para dar
bastante beijo e ele sempre me empurra).
Levo o mocinho pro banho, troco e sinto o cheirinho. Como ficam
gostosos depois do banho, não?
Deixo ele no sofá para arrumar minha bolsa do trabalho, a lancheira e
a mochila de Joaquim. Aproveito também para preencher e assinar a
agenda da escola. Com todo o check-list feito pego saquinho, coleira,
cachorro, filho e algum brinquedo.
Hora de passear!
Aproveito no caminho para cantar algumas músicas com Joaquim e para
ensinar alguns nomes. Terminou o passeio. Então, limpo o cão, repasso
tudo e finalmente estamos todos (ou quase todos) prontos para começar
o dia.
Preparada para o ápice do capítulo?
Agora são cerca de 8:30 da manhã o marido que acordou há pouco passa
por nós. Percebo que ele fica olhando a geladeira de um lado e de
outro. Então, vira pra mim e antes mesmo de dar bom dia diz: Você viu
que tem um amassado aqui? E mostra com o dedo.
Resposta irônica: Sim, eu fiquei batendo com uma colherinha de café.
Precisei de 3 horas e 54 minutos e 32 segundos para conquistar este efeito.
Super close no marido, que vira meio magoado para mim e diz: Nossa, mal
acordou e já está com esse humor?
FIM (com riso e choro, né?)
Não perca o próximo e eletrizante capítulo de FRAGMENTOS DA VIDA
MATERNA - a primeira postnovela brasileira.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Saudades de ser eu mesma
Por: Lilian
Você vai ler aqui pensamentos que muitas mães têm e sofrem por tê-los - mesmo que por milésimos de segundos. Basta um flash dessas coisas em nossa cabeça que, pronto! A culpa se instala e nos faz sentir mal.
A Olívia foi a coisa mais maravilhosa que aconteceu na minha vida. Não consigo mais imaginar minha vida sem ela. Sem seu sorriso, seu jeito todo “despachado” e até seu chorinho nas madrugadas...eu não conseguiria viver.
Só que tem hora que bate uma saudade da vida de antes....Bate uma saudade de ser só mulher e viver vida de casal sem hora para dormir, sem hora para acordar, sem hora para chegar em casa...
Bate uma invejinha (ôooooooooo se bate) das pessoas que usam e abusam da sua "avulsice" e podem fazer happy hour depois do trabalho, podem ocupar suas 24h como bem entendem, podem ser profissionais mais presentes porque não precisam sair às 18h00...
Todo mundo fala do trabalho que dá ter um filho, mas a dimensão mesmo você só tem vivendo a experiência. É tanta doação, tanta entrega...
Se eu penso que minha vida era mais fácil antes? Sim, penso. Se eu me arrependo? Não. Nem um pouco. Sabe por que não? Porque com um filho, nasce também o maior amor do mundo. Esse amor é tão grande que te faz vencer qualquer instinto menos iluminado, qualquer sentimento conflitante.
Uma vez, ouvi que um filho faz com que nos tornemos pessoas melhores. Hoje eu entendo o verdadeiro sentido dessa frase. Somente por um filho, somos capazes de vencer nosso lado sombra, dia a dia. Só esse amor pode nos faz vencer o egoísmo, o orgulho e a vaidade - as mazelas da alma.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Fragmentos da Vida Materna - capítulo 1
Por: Fabi
A primeira POSTNOVELA MATERNA BRASILEIRA que envolve drama (de preferência o mexicano), cansaço, risadas e situações completamente comuns as mães.
E no capítulo de estréia: Eu quero dormir
Levanto do sofá, olho para o microondas onde o relógio marca 0:45.
Estou sem sono, não deveria ter visto como as pessoas são felizes no facebook.
Mas insisto, dou passos decididos até o banheiro. Preciso passar uma água no corpo e preciso também tirar a máscara para os cílios efeito 3D (dispenso a cara de panda baladeiro).
Escuto o barulho do ventilador, tudo parece muito tranquilo.
Então, visto minha camisola pós-parto (eu costurei a alça e deu super certo).
Hora de deitar.
Olho para a minha cama e vejo um homem lindo. Ele ocupa todo o espaço (estou falando do Joaquim, meu filho, que dorme com a gente para pânico do meu terapeuta). Aproveito para beijá-lo ternamente e para empurrá-lo, porque não existe nada mais folgado que este molequinho de 2 anos.
Agora, com algum espaço me jogo com a suavidade de uma jaca mãe (para não acordar meu parceiro). Ajeito o travesseiro e sinto dores na lombar (eu sempre lembro dela na hora de dormir).
Num ato de agradecimento falo com Deus. Costumo nestas horas usar as "preces estilo twitter" 140 caracteres com link para a oração dominical feita por Cid Moreira.
Ai vem o avassalador cansaço de mãe. Fecho os olhos e quando estou pronta para sonhar escuto um pedido que ecoa no ar: "mamãe lele".
PARA TUDO!!!!!
Como assim mamadeira? Estava prestes a encerrar o primeiro capítulo!
Então, envolta em minha confusão materna disse de forma decidida: Não vou dar porcaria de mamadeira nenhuma. Estou preocupada com sua boca, essa mamadas noturnas podem dar cárie.
Mas não encontrei a resposta desejada. Homens simplificam diante da dor e então ele pediu, desta vez chorando: mamãe lele.
Recordei momentos anteriores, lembrei do jantar "refluxado*" (*vomitado versão postnovela) e cedi: TOMA AQUI SUA LELE (nesta hora minha voz estava embargada).
Ele tomou tudo, me devolveu a mamadeira com um cutucão no ombro (tipo "toma ai") e voltou a dormir. Mas eu já tinha olhos abertos, pensamentos em série como: marcar dentista, passar pelo saldo do banco, pensar no lanche da escola,etc. Olhei novamente para o relógio e ele marcava 2:30.
Agora, se tiver coragem leia as linhas a seguir porque as informações são quentes e desfecham este enredo.
O maior drama da postnovela brasileira. Algo que não acontece com nenhuma mãe.
Vou aqui recapitular. "Olhei novamente para o relógio e ele marcava 2:30" e eu, eu precisava levantar às 5:50.
FIM!
Na próxima sexta mais um capítulo de Fragmentos da Vida Materna - a primeira postnovela materna brasileira
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O papel da morte
Por: Thais Padilha Castilho
Existe uma frase do Shakespeare que diz algo mais ou menos assim: Não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Meu nome é Thais, tenho 23 anos e venho descobrindo, dia após dia, quão verdadeira é a passagem acima. Sou mãe do Theo – 1 ano e 10 meses – e perdi meu companheiro num acidente de automóvel há 6 meses.
Conviver com a dor da perda todos os dias e ainda ter que ser mãe, trabalhar e cuidar pessoalmente dos inúmeros problemas que a morte deixa com a ausência de quem amamos, me fez perceber que nem sempre na vida podemos parar pra dar aquela respirada e aguardar 5 minutos.
Eu poderia abordar a minha história de diversas formas neste pequeno texto, mas hoje eu escolhi falar da burocracia do luto, principalmente quando somos mães.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
De mãe pra mãe - Escolhendo a escolinha
Hora de escolher escolinha ou creche para os filhos é complicado. A gente nunca consegue pensar em tudo, fica em dúvida, visita milhões delas e ainda assim não sabe se vai conseguir fazer a escolha certa. Então, para ajudar aquelas que estão passando por essa árdua tarefa, pedimos ajuda às maiores especialistas no assunto: as mães. Confiram a super lista que elas passaram para a gente!
Claro que muitas dos itens são pessoais, algumas pensam de um jeito e outras de outro. Mas dá para ter uma boa idéia do que procurar e não ficar tão perdida. Além disso, o mais importante de tudo é você sentir segurança no local onde você está deixando o seu filho.
1) Higiene
- Onde fica o material da criança? (no chão? em armários?)
- Como é o local de troca das fraldas? (se tem chuveirinho e um trocador)
- Quantas trocas de fraldas são feitas por dia?
- Fazem o desfralde?
- Eles dão banho na escola?
- Como são as roupas das funcionárias? (limpeza, se usam ou não uniforme)
2) Refeições
- São todas fornecidas pela escola? quais os horários (as vezes a janta é muito cedo e eles ficam logo com fome)
- Como é o cardápio? A mãe pode pedir substituições?
- É feito por uma nutricionista?
- Pode levar lanche de casa?
- Tem frutas no cardápio?
3) Segurança
- Tem parquinho? os brinquedos e o chão são feitos de quais materiais? como é feita a manutenção?
- Tem escadas? janelas? Estão devidamente protegidas?
- Como é a grade dos berços?
- Onde fica a banheira? Se estiver no alto, tem segurança para as crianças?
- Quinas e tomadas estão devidamente protegidas?
- Tem material perigoso onde ficam as crianças?
4) Adaptação
- A mãe fica junto?
- É feita durante quantos dias?
- Quantas horas por dia?
5) Infra estrutura e proposta pedagógica
- Quantas crianças por sala?
- Quantas professoras e auxiliares?
- Como é controlado quem pode levar a criança da escola?
- Tem taxa de material? O que consta da lista?
- Tem hora do sono?
- As crianças grandes ficam separadas das pequenas?
- Além das atividades pedagógicas, tem brincadeiras e tempo livre para "ser criança"?
- Localização (perto de casa ou do trabalho?)
- Tem local para tomar banho de sol?
- Os berços são individuais?
- Se sentir sono fora do horário, qual o procedimento?
- Se chorar pedindo colo, qual o procedimento?
Um muito obrigada especial para todas as mamães que mandaram suas dicas!!
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Joaquim ruim de garfo, colher, escumadeira e qualquer coisa que lembre comida
Por: Fabi Dezidério
Eu sempre imaginei ter um filho glutão. Isso porque eu amo comer coisas boas para o corpo e coisas boas para a boca.
Logo, quando Joaquim começou a apresentar dificuldade para se alimentar entrei em parafuso.
Ficava maluca com a pediatra ao telefone, que pela insistência (e talvez pelo meu drama) resolveu adiantar em 1 mês as frutinhas.
Testei as permitidas e depositei minhas fichas na banana, já que é a predileta da maior parte das crianças, mas mesmo assim ele se mostrou econômico, ou como gosto de chamar 1.0.
Então, fui para as sopas salgadas. A pediatra pediu para misturar batata, cenoura ou mandioquinha com um pedacinho de frango.
Pensei que ia ser uma moleza. Sai com meu bebezinho pendurado no canguru para comprar as coisas. No ar a expectativa: será que ele vai gostar dos salgados?
Na volta coloquei tudo para cozinhar. 1 cenoura, 1 batata e 1 peito de frango. Sim, você leu 1 peito de frango.
Cozinhei horas, né? Fiquei com medo de deixar o frango cru e quando estava tudo pronto esperei esfriar um pouco (mas só um pouquinho porque eu não tenho paciência). Taquei no liqüidificador e pimba, botei pra bater.
O coitado começou a fazer um barulho estranho, as pás não rodavam direito e depois de muito insistir a pá parou e o liqüidificador queimou.
Experimentei o resultado, achei ruim, mas pensei que era por não ter tempero. Coloquei Joaquim no cadeirão, babador, sopa, prato, colher torta e mandei ver.
Só de lembrar a carrinha que ele fez me dá remorso.
Desisti da mistura e liguei para a minha mãe para pedir aquele "help". Quando contei, ela começou a rir sem parar repetindo "1 peito de frango?" e ria e repetia "1 peito de frango?".
Depois do sarro e das instruções resolvi testar novamente. Ele comeu muito pouquinho e mostrou que veio para viver e comer e não o contrário.
Confesso que senti culpa por um período, achei que o "patê de frango" tinha estragado meus planos, mas não, Joaquim não é um comilão mesmo.
Por isso termino este post mandando abraços fraternos a todas as mamães que passam por isso, pois não é fácil e a gente sofre :)
bjs.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Tem dias que já estou cansada às 11 da manhã
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| Imagem daqui |
por: Tati
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Diagnóstico, luto e expectativas
Por Andréa Werner Bonoli
“When one’s expectations are reduced to zero, one really appreciates everything one does have” ~Stephen Hawking
Tenho certeza de que este vai ser o post mais difícil de todos. Não tem como falarmos de certas coisas sem trazer tudo à memória novamente. Vou tentar resumir, em um post breve, o mais longo mês da minha vida: Maio de 2010.
Theo já tinha frequentado uma escolinha antes, quando fez 1 aninho, mas ficou por pouquíssimo tempo, porque logo veio a gripe suína e todo aquele pânico das mães de crianças pequenas. Tínhamos mudado para o apartamento novo e maior no início do ano de 2010, em fevereiro. Logo, matriculamos o Theo na nova escola. Era uma escolinha bilíngue muito boa, quase na porta de casa.
No final do mês de Abril, eu e Leandro viajamos em uma segunda lua-de-mel. Meus pais vieram de Belo Horizonte pra São Paulo para ficar com o Theo, pra que ele mudasse sua rotina o mínimo possível e pudesse continuar indo à escola.
Eu acredito, realmente, que o Leandro sentia que alguma coisa estava errada. Assim que chegamos dos 19 dias de viagem, ele ligou para a escolinha do Theo e marcou uma reunião para saber como foi o primeiro mês “acadêmico” dele. E foi, sozinho, conversar com as professoras do Theo um dia depois.
Eu estava no trabalho quando ele me ligou. Parecia muito preocupado e disse que as professoras do Theo tinham apontado algumas coisas realmente graves no relatório dele. Pedi pra que ele lesse o relatório. E aí estava:
Imagem: Arquivo particular
O momento em que a “ficha cai” é o mais doloroso possível. Eu não precisava jogar no Google pra entender o que o relatório sugeria, apesar de eu não saber quase nada de autismo. Saí correndo do trabalho imediatamente e aos prantos.
Pediatras e afins
Em um primeiro momento, decidimos não comentar com ninguém e corremos para a pediatra do Theo, que nos encaixou no mesmo dia.
Ela leu o relatório, pareceu perplexa e afirmou categórica: “Não, seu filho não é autista! Pode ficar despreocupada! Tenho uma paciente autista da idade dele. Ela chega aqui, no consultório, senta no cantinho e fica balançando. O Theo não faz isso. Ele é esperto, explora o ambiente, procura brinquedos, interage com vocês”.
Em seguida, ela perguntou: “Ele fica muito tempo na tv? No dvd?”.
Respondemos, meio sem jeito, que sim. Daí, até explicar que “focinho de porco não é tomada” e que o dvd era consequência (dele não gostar de absolutamente nenhum brinquedo) e não causa, já era. Ela encerrou dizendo que o que ele tinha, provavelmente, era falta de estímulo (leia-se: vocês, pais, não estimulam o menino devidamente). E recomendou um exame de audiometria para saber se ele não respondia porque era surdo.
Saímos de lá totalmente sem chão. Não sei quem estava mais incomodado. Minha ficha tinha caído! Não adiantava a médica dizer que não tinha nada de errado com o meu filho! Agora, eu sabia que tinha!
Resolvi abrir o coração para a minha irmã e amiga, Luciana. Falei que a escola tinha umas desconfianças, tentei disfarçar. A resposta dela foi: “meu amor, acho que isso não vai ser supresa pra ninguém da família”. Parece que todo mundo já desconfiava de alguma coisa, mas não tinha coragem de falar.
Descobrimos que, no período em que estávamos fora, meu sogro levou o Theo em um pediatra muito famoso, especialista em comportamento infantil, que tem livros escritos e cobra uma fortuna pela consulta. O diagnóstico do pediatra: falta de estímulo. Mais uma vez, culpa dos pais que não estimularam a criança direito. Nada de autismo.
A peregrinação…curta, ainda bem
Eu prefiro acreditar que a maioria dos pais não cai no papo dos pediatras, assim como nós não caímos. Acho que, acima de tudo, nem eu nem Leandro somos do tipo de perfil que entra em negação.
A ficha tinha, mesmo, caído, e bem pesada. Resolvemos procurar profissionais focados nesse tipo de transtorno e fomos parar no consultório de um psiquiatra infantil muito famoso (e caro) em São Paulo.
Este senhor olhou o Theo por 5 minutos e já largou a bomba: “Não quero rotular o menino. O único rótulo que ele vai ter na vida é o nome dele. Blablablabla”. E nós, tentando entender melhor: “mas doutor, o senhor está dizendo que ele é autista?”. “Veja bem, não gosto de rótulos…”. SIM, ele estava dizendo que o Theo era autista, mas tudo isso sem dizer a palavra.
O psiquiatra nos indicou um tratamento com fonoaudióloga, massagens, mas tudo bem na linha alternativa. E já emendou: “vocês vão fazer a peregrinação, não é?! Eu sei que vão (e fez cara de tédio). Então, eu já digo pra vocês aonde ir”. E começou a listar vários médicos em São Paulo e outras capitais.
Leandro incomodado…eu incomodada. Não curtimos o cara. Ele não explicou praticamente nada. Só nos largou com um rojão na mão. Resolvemos ir atrás de um dos médicos que ele tinha citado, um neuropediatra de São Paulo.
Pesquisando no Google, descobri que ele era referência em autismo, tinha livros médicos escritos a respeito e vários artigos publicados. E lá fomos nós.
Doutor Salomão Schwartzman pediu para o Theo entrar na sala e fez vários testes com ele. Deu carrinho pra ele brincar… ele virou de cabeça pra baixo e ficou mexendo nas rodinhas. Chamou o Theo várias vezes pelo nome, e ele não olhou nenhuma vez. Mostrou brinquedos, fez barulhos, ligou uma lanterna…depois de uma meia hora, pediu pra o Theo sair para a sala de espera e nos deu o diagnóstico.
Transtorno Global do Desenvolvimento
- “Seu filho se enquadra no que chamamos de Transtorno Global de Desenvolvimento”.
Parecia que a cadeira tinha sumido debaixo de mim e que eu caía em um buraco enorme, sem fim.
E continuou:
- “Seu filho não fala”
- “Como assim, doutor?! Ele fala, sim! O senhor, mesmo, viu ele cantando a musiquinha!”
- “Ele te chama? Chama ‘mamãe’? Ele te pede água?”
- “Não, doutor…ele não faz isso”.
- “Ele dá tchau? Bate palminhas?”
- “Ele fazia isso, mas parou de fazer…”
- “Ele aponta para as coisas demonstrando interesse?”
- “Não…” (e não, não, vários “nãos”)
Dr Salomão foi bem didático: explicou que autismo é um transtorno global do desenvolvimento que afeta a parte da comunicação, da socialização e do comportamento da criança. E que, como o Theo ainda era muito novinho, não dava pra fechar exatamente o diagnóstico (de qual tipo de autismo estávamos falando). Mas que ele já descartaria autismo clássico, já que o Theo era esperto, aparentava inteligência normal, era afetuoso e, de certa forma, interativo. Ele poderia ser um caso de Síndrome de Asperger ou de TID-SOE (transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação). Este último é o diagnóstico da criança que, basicamente, não tem todas as características para ser encaixada como Asperger ou como autista clássico.
“E tem mais”, completou ele. “Autismo é genético. Portanto, NADA de culpa aí!”. Pensei na hora “obrigada, doutor! A gente realmente precisava ouvir isso!”
Daí, vieram as perguntas dos pais aflitos, chorosos e desgostosos do outro lado da mesa: “meu filho vai falar? Ele vai ser independente? O que posso esperar do futuro dele?”. E ele deu a única resposta possível: “Não sei. Não posso te prometer nada disso. Só posso dizer que o prognóstico dele é muito bom, porque não é dos casos mais graves e porque foi diagnosticado muito cedo para os padrões brasileiros. Vamos começar já a intervenção”.
E nos passou o telefone de uma fonoaudióloga focada em autismo…que, mais tarde, nos indicou uma terapeuta comportamental, especializada em análise do comportamento aplicada (ABA). Em menos de um mês após o diagnóstico, Theo já estava sendo tratado de forma apropriada.
Expectativas
Nenhuma mãe, no mundo, engravida pensando em ter um filho especial. Essa possibilidade nunca é cogitada, na maioria dos casos.
Lembro de quando estávamos “grávidos” do Theo. Quantos planos!! Ele vai estudar em tal colégio, vai fazer intercâmbio quando for adolescente, vai isso, vai aquilo…
Quando você recebe uma notícia como esta – do autismo -, é como se aquele bebezinho que você idealizou tivesse morrido. É um luto muito sofrido. A aceitação é muito, muito difícil.
Mas você tem, aí, um novo bebezinho, meio desconhecido pra você, é verdade. Mas que também vai te dar muitas alegrias. E que não quer estudar no Colégio Porto Seguro ou fazer intercâmbio: tudo o que ele quer é ser feliz, ser amado e ser aceitado.
E é esse novo bebê que eu tenho abraçado todos os dias. Tento viver, agora, com o mínimo de expectativas. Um dia após o outro. Cada conquista pequena dele é uma imensa alegria!
Ainda estamos nos conhecendo, é verdade. Passamos por vários momentos difíceis todos os dias. Mas amo ele mais que tudo. E vou fazer todo o possível pra que ele se desenvolva, alcance todo o seu potencial e possa ser…FELIZ!
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Brinquedo de menina, brinquedo de menino
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| Imagem: arquivo pessoal |
por: Tati
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A primeira noite sem culpa
Por: Lilian
Pegando carona no tema da nossa amiga Fabi, esse post também falará da danada da culpa, mas de um jeito diferente.
Por milhares de razões que só Freud explica, a culpa é um sentimento impregnado na minha história psíquica. Culpa por não conseguir atender ao pedido de um amigo, de um familiar, por não dar conta de tudo o tempo todo, por não ter ido aonde esperavam que eu fosse, por não ter evitado a guerra no Iraque...enfim, culpa até por sentir culpa...rs.
Ouvimos por aí que com a maternidade, nasce a culpa. Então, imaginem o efeito que o nascimento da Olívia teve sobre a culpada de plantão. A dose da "danada" só aumentou.
Na primeira vez que saí de casa só com o marido, Olívia com 5 meses, quase morri.
Fomos ao aniversário de uma amiga em uma cidade vizinha e eu no caminho já comecei a ligar para saber como estavam as coisas. Louca de pedra.
Olívia chorava, porque era a primeira vez que ficava sozinha com a avó e eu me contorcia por dentro. Racionalmente, sabia que não estava fazendo nada de errado, mas sentia totalmente o contrário.
Com a ida da pequena ao berçário e depois com o desmame - dois duros processos de separação para mim - fui me acalmando aos poucos, sem perceber. Sua alegria ao ficar na escolinha e seu desprendimento nato não me deram outra escolha (para saber mais, é só ler Aprendendo a praticar o desapego)...rs.
Outra coisa que tenho notado é que aos poucos estou voltando a olhar para mim. O que não acontecia há meses. Somando a tranquilidade de saber que minha filha está bem, sadia, feliz e que eu também existo, consegui um grande feito semana passada. Saí com o marido, sem culpa, sem medo, sem aquela pressa de voltar para casa.
Rimos, bebemos, e batemos papo como não fazíamos há tempos. Antes eu sabia, racionalmente e com "certo nível de obviedade", que eu podia ser mulher e mãe ao mesmo tempo. Mas agora sinto isso aqui dentro. Acho que isso leva tempo mesmo. O tempo de cada um. Ohh sensação libertadora...
Beijo grande e bom fim de semana!
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O processo cíclico da culpa materna
Por: Fabi
Ontem em casa rolou um momento nada confortável. Sabe estes em que a gente briga com os filhos, com o marido, se sente incompreendida e antes de dormir pensa: eu poderia ter feito tudo de forma diferente?
Pois é, eu caio na minha própria armadilha muitas e muitas vezes. Como um processo cíclico. Algo desencadeia minha ansiedade, Joaquim pega no ar, começa a pirraçar e uma voz gigantesca fala em minha cabeça: QUEM É QUE MANDA, VOCÊ OU ELE?
Então, fico desesperada para educá-lo, fico com o coração duro, penso que tenho que ser forte e é nesse momento que cometo o maior de todos os erros.
Quem consegue educar, ou mesmo acalmar uma situação traindo aquilo que o coração pede?
Eu sabia exatamente o que precisava fazer, mas no calor da situação eu não permiti que isso aflorasse. Alimentei a coisa errada até que cedi e num determinado momento catei Joaquim no colo, disse o quanto o amava, pedi desculpas e tudo começou a entrar nos eixos novamente.
O mais engraçado é que isso mina a minha qualidade de mãe. Fiquei pensando que era uma péssima pessoa para Joaquim pelo fato de não me controlar nestas situações.
Ai, antes de deitar me conectei e li uma coisa que me fez refletir (e rir).
Uma amiga fofa postou que depois de dias de birra sentou e chorou junto com o filho e que ambos estavam bem por conta disso.
É bom, muito bom saber que não estamos sozinhas, certo?
Recado pro Joaquim. Filho, você vai ler muitas coisas de sua mãe quando for maior. A internet permite isso. Logo, quero que saiba que estou tentando fazer o melhor, mas sou de verdade e passo por enormes dificuldades. Te amo bebê!!! :)
Bjs grandes!
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Gravidez e salto alto combinam?
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| Imagem daqui |
por: Tati
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